Melhora da dor com a posição de lótus e meditação

A posição de lótus

A posição de lótus é uma postura de yoga (asana) na qual a pessoa fica sentada com as pernas cruzadas e a sola dos pés voltada para cima. Tal como sugere as imagens mais tradicionais do Buda, ela possui a finalidade principal de meditar.

Essa posição tão famosa e cultuada recebe esse nome pois sua postura assemelha-se a uma flor de lótus. Afinal, na posição a planta dos pés ficam voltadas para cima, exatamente como um lótus. Cabe aqui ressaltar que a posição de lotus faz parte de uma subdivisão dos asanas, chamados dhyanasanas (posições de meditação).

Melhora da dor com a posição de lótus e meditação 1

Um dos aspectos mais significativo dessa posição de meditação é que nela a planta dos pés não toca o chão. Isso porque quando os pés não tocam o solo, o corpo deixa de absorver a energia que se encontra ali.

Meditação para melhora da dor

Como a meditação vai aliviar a dor? Vai desviar o foco de atenção? Deve-se ter em mente que dor não tem apenas um componente físico ou discriminativo, há também elementos cognitivos-motivacionais, que são responsáveis pelo comportamento e emoções frente à dor crônica. Assim, a meditação pode ser definida como uma forma de treinamento mental que visa melhorar as capacidades psicológicas básicas de um indivíduo, como auto-regulação atencional e emocional. É neste sentido que esse método vai auxiliar pacientes com dor crônica.

Uma das práticas que tem ganhado grande ênfase no meio acadêmico é a meditação de atenção plena, ou como mais popularmente conhecida, o mindfulness. Mindfulness é um método derivado da prática budista vipassana. O objeto de meditação ou contemplação é o momento presente, as sensações e emoções que surgem no aqui e agora do praticante, evitando se deixar levar pelos pensamentos e assim se desligar do momento presente.

Poderia-se citar os inúmeros benefícios da prática de meditação em diversos tipos de sintomas ou doenças, mas talvez na dor crônica ela se mostra realmente muito aplicável. Como está bem estabelecido no escopo científico da neurociências, a dor crônica não é somente um fenômeno periférico, a combinação com modificações no sistema nervoso central. A ativação de inúmeras regiões cerebrais faz com que perpetue a sensação de dor. Um estudo de neuroimagem em meditadores voluntários realizado por Zeidan et al. 2012 mostrou que na presença de calor nocivo, a meditação reduz significativamente o nível de processamento das informações que chegam em uma área do cérebro chamada de córtex somatossensorial primário (SI) correspondente ao local de estimulação. As análises de regressão revelaram que a redução da intensidade da dor relacionada à meditação foram associados com maior atividade no córtex cingulado anterior rostral (rACC), uma área envolvida no controle cognitivo e maior atividade córtex orbitofrontal (OFC) e menor ativação do tálamo (Thl) foram associadas com diminuições nos índices de dor.

A meditação mindfulness reduz significativamente a dor a partir de um regime de treinamento mental e essa redução ocorre independentemente do sistema inibitório da dor (opioidérgico). Desta forma, a meditação de atenção plena é um processo cognitivo complexo que provavelmente envolve várias redes cerebrais e mecanismos neuroquímicos para atenuar a dor, envolvendo múltiplos mecanismos neurais que inclui córtex pré-frontal ventro-lateral e córtex orbitofrontal lateral que estão relacionados aos aspectos avaliativos da dor, assim como a redução da atividade talâmica, reduzindo a resposta sensorial da dor.

Por que praticar a posição de lótus?

A posição de lótus além de promover um equilíbrio emocional aos seus participantes, também lhes oferece conforto físico.

Além disso, a posição de lótus é de fácil aprendizado, embora seja preciso treino para alcançar a postura ideal, com alongamento dos músculos do quadril, especialmente o iliopsoas, além do controle da coluna vertebral. Ainda, ela é um poderoso mecanismo para elevação da consciência, mantendo corpo e mente em perfeito equilíbrio.

Como fazer a posição de lótus

Se você está buscando qualidade de vida, quer se manter saudável e bem energizado, saiba como fazer a posição de lótus, a mais tradicional da prática:

Pernas/pés

  1. Sente-se no chão com a coluna ereta;
  2. Estique as pernas, mantendo joelhos e calcanhares juntos; 
  3. Flexione a perna esquerda. Na sequência, com as mãos coloque seu tornozelo esquerdo sobre a coxa direita, mantendo a planta do pé para cima;
  4. Faça o mesmo com a perna direita. Flexione e posicione o tornozelo direito sob a coxa esquerda, mantendo a planta do pé para cima;
  5. Tente manter os joelhos (dobrados) tocando o chão.

Mãos

  1. Faça um círculo com dedos: o polegar e o indicador das duas mãos;
  2. Repouse as mãos com os círculos formados pelos dedos sobre os joelhos;
  3. Mantenha a palma das duas mãos voltada para cima e os braços retos a partir do cotovelo.

Buscando a concentração

  1. Feche os olhos e permaneça nesta postura por alguns minutos;
  2. Ao invés de fechar os olhos você também pode se concentrar na ponta do seu nariz (Nasagra Drishti) ou entre as suas sobrancelhas (Bhrumadhya Drishti).

É importante salientar que você deve conhecer e respeitar seus limites. Nenhuma postura de yoga deve provocar formigamento ou qualquer tipo de desconforto. Além disso, seu limite deve ser o tempo em que você permanece na postura confortavelmente.

Embora o Padmasana ou posição de lótus possa até parecer fácil de se executar, ela requer treinamento. Afinal, é preciso muita disciplina para manter-se sentado com as pernas cruzadas, pés apoiados sobre as coxas e com as plantas viradas para cima, mantendo a coluna reta e mão sobre o joelho.

Portanto, pratique diariamente e vá aumentando o tempo de permanência na posição gradativamente.

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