Terapia pós-ciclo em mulheres

Os colaterais virilizantes como hirsutismo (crescimento de pelos, incluindo na face), alopecia androgenética feminina (queda de cabelo), hipertrofia do clitóris, engrossamento da voz, redução dos seios, podem ocorrer durante o ciclo. Acne, oleosidade da pele e amenorreia (ausência de ciclo menstrual) são colaterais muito comuns também e muitas vezes bem preocupantes, principalmente após o ciclo, e também são resultantes do efeito androgênico dos esteroides, mesmo com a queda nos níveis androgênicos após o ciclo.

Parte desses efeitos colaterais pós-ciclo são resultantes do fato de androgênios reduzirem níveis de SHBG (globulina ligadora dos hormônios sexuais), aumentando os níveis de testosterona livre. Portanto mesmo com o fim do ciclo o desequilíbrio hormonal gerado durante o ciclo pode gerar uma série de colaterais pós-ciclo. Colaterais como queda da libido, depressão e aumento da gordura são basicamente resultados da queda hormonal após o ciclo (queda dos níveis androgênicos), enquanto colaterais como acne, queda de cabelo e amenorreia são resultado possivelmente do efeito androgênico da testosterona livre, aumentada pela redução dos níveis de SHBG causada pelos esteroides.

Os SERM’s (tamox e clomid) podem ter sua utilidade em uma TPC feminina, mas não para evitar efeitos de rebote do estrogênio, como erroneamente se pensava, e sim para estimular o retorno do ciclo menstrual e atenuar aumento de gordura (causado pelo crash hormonal dos androgênios), já que essas drogas são antiestrogênicas no tecido adiposo, e o tamoxifeno também pode ajudar na melhora do perfil lipídico. No caso dos inibidores de aromatase, que vão reduzir estradiol nas mulheres (principal hormônio feminino).  As mulheres seria reduzir as doses gradativamente no final de um ciclo até a menstruação retornar. As doses usuais  são de 10-20mg por dia de tamoxifeno ou 50-100mg por dia de clomifeno por média de 4-8 semanas, ou até retornar a menstruação.  Lembrando que essas drogas estimulam o hormônio luteinizante (LH), que estimula a ovulação, então é bom ter cuidado para não engravidar após o ciclo.

Outra classe de colaterais que ocorrem após um ciclo de esteroides são os de origem androgênica, possivelmente pelo aumento da testosterona livre (devido a redução do SHBG pelos esteroides androgênicos). Entre esses colaterais (hirsutismo, queda de cabelo, etc), o mais comum é a acne. Aqui existe uma complicação adicional, visto que por serem de natureza androgênica o controle ou redução desses colaterais envolve o uso de drogas antiandrogênicas (espironolactona, acetato de ciproterona), que por bloquearem efeitos androgênicos vão acabar resultando em efeito catabólico, principalmente se usadas logo após o ciclo de esteroides. Em casos mais agressivos de sintomas de hiperandrogenismo (hirsutismo, acne, queda de cabelo) pós-ciclo o mais comum é o uso de espironolactona em doses que variam de 100 a 200mg por dia. Algumas mulheres podem também querer fazer uso de um contraceptivo oral (estrogênio, progesterona, que ajudam a elevar níveis de SHBG, reduzindo testosterona livre) durante ou logo após o ciclo para atenuar os colaterais, mas isso também vai atenuar os efeitos anabólicos dos esteroides.

Exames hormonais importantes para uma mulher após o ciclo são LH, FSH, estradiol, progesterona, prolactina, SHBG, testosterona total e livre.

A melhor prevenção para a mulher que quer evitar colaterais agressivos após um ciclo de esteroides é a cautela com a estrutura do ciclo (doses, combinações, tempo de uso), e também a estratégia de ir reduzindo as doses gradativamente nas últimas semanas. Então se você faz um ciclo com 30mg por dia de oxandrolona por 6 semanas, nas 2-4 semanas seguintes você pode ir reduzindo a dose para 20 e depois 10mg por dia.

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