Esteatose hepática

Esteatose hepática é uma doença benigna. No entanto, se não for tratada corretamente, pode resultar em condições mais graves a longo prazo.

No fígado são armazenados os ácidos graxos e os triglicerídeos, que em excesso fazem com que este órgão fique doente. Ele “entra em colapso”, e já não é capaz de realizar suas funções de metabolização e depuração de substâncias tóxicas com a mesma eficácia de antes.

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Quando existe o excesso de gordura no fígado, ele sofre pequenas feridas constantes, que tenta reparar. Aparecem algumas cicatrizes, pequenas lesões permanentes que são conhecidas como cirrose.

Nos quadros leves de esteatose hepática, a doença é assintomática (não possui sintomas), com evolução lenta e gradual.

Os sintomas aparecem quando a doença se complica. Inicialmente, as queixas mais comuns são de dores, cansaço, fraqueza, perda de apetite e aumento do fígado.

Nos casos mais avançados de gordura no fígado, caracterizados por inflamação e fibrose que resultam em insuficiência hepática.

Os sintomas mais frequentes são acúmulo anormal de líquido dentro da cavidade abdominal, confusão mental, hemorragias, queda no número de plaquetas, aranhas vasculares, icterícia (coloração amarela da pele e dos olhos).

Outros sintomas são: boca seca, dores abdominais na zona superior direita e sensação de indisposição após uma refeição rica em gorduras.

Graus de esteatose hepática

A gordura no fígado pode ser classificada de acordo com a sua gravidade:

  • Grau 1 ou Esteatose hepática simples: o excesso de gordura é considerada inofensivo. Geralmente não existe qualquer sintoma e só se descobre o problema através de um exame de sangue de rotina;
  • Grau 2 ou Esteatose hepática não alcoólica: além do excesso de gordura, o fígado fica inflamado. Geralmente, podem surgir alguns sintomas como dor no lado direito do abdômen e barriga inchada;
  • Grau 3 ou Fibrose hepática: existem gordura e inflamação que causam alterações no órgão e nos vasos sanguíneos ao seu redor, mas o fígado ainda funciona normalmente;
  • Grau 4 ou Cirrose hepática: é a fase mais grave da doença e  surge após anos de inflamação, sendo caracterizada por alteração em todo o fígado que causa redução do seu tamanho e deixa sua forma irregular. A cirrose pode evoluir para câncer ou morte do fígado, sendo necessário fazer um transplante de órgão.

Tratamento da esteatose hepática

O tratamento depende da causa da patologia, mas o regime alimentar tem papel preponderante para a recuperação do paciente. A perda de peso é essencial no tratamento, exigindo mudança dos hábitos alimentares e prática de atividade física regular. 

Uma redução de 7% no peso corporal pode trazer bons resultados no combate à doença.

Se o paciente for diabético, seu tratamento será ajustado, bem como seu controle. O álcool deve ser cortado sob pena de evolução rápida para a cirrose. Caso a esteatose seja causada pelo consumo de remédios, seu uso deve ser imediatamente interrompido. 

Medicamentos para a esteatose hepática

Infelizmente, as medidas que comprovadamente beneficiam o paciente com fígado gorduroso são apenas as descritas no tópico anterior. Dezenas de fármacos já foram estudados para o tratamento da esteatose, mas nenhum deles, até agora, conseguiu reunir substancial evidência científica para que possamos afirmar sua eficácia e indicá-los especificamente para o tratamento.

Vamos resumir os resultados dos medicamentos mais estudados para a esteatose e esteato-hepatite.

Vitamina E

Os estudos com a vitamina E apresentam resultados conflitantes. Atualmente, há um consenso de que para esteatose simples, a vitamina E não apresenta nenhuma vantagem. Porém, pacientes com esteato-hepatite e sinais de fibrose hepática comprovados através da biópsia do fígado parecem se beneficiar do tratamento com 800 UI de vitamina E por dia.

Antidiabéticos orais

Fármacos hipoglicemiantes, usados habitualmente no tratamento do diabetes tipo 2, têm sido estudados como alternativa para o tratamento da esteatose. Entre os mais estudados, a Pioglitazona é aquela que apresenta melhores resultados nos estudos, com sensível melhora da esteatose e da inflamação nas biópsias hepáticas. Outra opção também com bons resultados é a Liraglutida.

Esses medicamentos só devem ser usados nos pacientes com diabetes e esteatose. O seu uso não é recomendado nos pacientes sem diabetes.

O uso da metformina é mais controverso, havendo resultados conflitantes nos estudos científicos.

Orlistat

Estudos têm mostrado que o efeito benéfico do orlistat está diretamente relacionado com a perda de peso do paciente. A droga não age diretamente sobre a esteatose. Logo, o orlistat pode ser usado no tratamento da esteatose apenas como droga auxiliar para o controle do peso corporal.

Ômega 3

Alguns trabalhos têm mostrado benefícios do ômega 3 nos casos de esteatose, mas não de esteato-hepatite. Pacientes com triglicerídeos elevados também parecem se beneficiar. Porém, estudos mais conclusivos ainda são necessários antes de podermos indicar o ômega 3 como tratamento efetivo para a esteatose hepática.

Como prevenir

Para prevenir a formação de esteatose hepática, nada melhor do que um estilo de vida saudável. O álcool, principal causa da doença, deve ser consumido com moderação. Ter uma alimentação saudável, rica em fibras e pobre em alimentos gordurosos, e somar a isso uma atividade física regular também é extremamente importante. 

Dieta para esteatose hepática

Não há uma dieta específica para o paciente com esteatose. Porém, a alimentação do paciente esteatótico deve ser balanceada de forma a facilitar a perda de peso, o controle do diabetes e do colesterol. O indivíduo deve, portanto, evitar frituras, excesso de gorduras e doces.

Dietas ricas em gordura saturada, gordura trans e excesso de açúcar têm sido associadas a um maior risco de desenvolvimento de gordura no fígado. Bebidas e comidas ricas em frutose (refrigerantes e doces em geral) também são prejudiciais.

Frutas, cereais, legumes, verduras, gorduras poli-insaturadas são alimentos saudáveis que devem fazer parte da dieta de qualquer pessoa, mas, principalmente, de diabéticos, cardiopatas e indivíduos com esteatose.

Pacientes que têm dificuldade de reduzir o consumo de pão, devem dar preferência ao pão integral. Leite desnatado e queijos magros são os mais indicados. Entre as carnes, o peixe é a melhor, principalmente salmão, atum e sardinha.

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