Fisioterapia geriátrica: 7 recomendações no atendimento de idosos

Com o passar dos anos, é normal que passemos a desenvolver algumas limitações físicas características das modificações pelas quais o nosso corpo está passando. Diante disso, pode ser mais difícil para o idoso realizar determinadas atividades do dia a dia por sentir, por exemplo, dificuldades no alongamento, redução da força muscular e até do equilíbrio.

Além disso, conforme os anos passam, alguns problemas crônicos de saúde podem surgir ou se intensificar, como a diabetes, artrite, artrose e outras questões. Tudo isso pode afetar significativamente a qualidade de vida do idoso, mas, a fisioterapia geriátrica pode ser uma grande aliada, ajudando em vários pontos, como:

  • melhora na flexibilidade e no equilíbrio;
  • aumento da força muscular;
  • melhora na coordenação motora;
  • ajuda na prevenção de complicações cardiovasculares ou respiratórias;
  • reduz as dores crônicas;
  • melhora na marcha e a postura;
  • promove a independência funcional;
  • evita quedas e outras fraturas;
  • impede a rápida progressão de doenças como Alzheimer, Parkinson e outras.
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Quais as principais recomendações para a fisioterapia geriátrica?

1. Entenda os objetivos do tratamento

Cada paciente é único e, assim, é fundamental que o fisioterapeuta busque realizar uma anamnese completa, identificando as patologias existentes, as queixas e também o que pode ser feito no sentido de evitar problemas futuros. Em alguns casos, é preciso uma dedicação maior do profissional, já que o idoso pode apresentar outras limitações, como dificuldades de comunicação, compreensão e até de cognição.

Assim, antes de propor qualquer tratamento é essencial entender os hábitos e a rotina, compreender a estrutura familiar, analisar se existe a presença do cuidador, saber sobre a trajetória de vida do idoso e buscar outras informações que possam contribuir para um tratamento mais personalizado.

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2. Crie um vínculo com o paciente

Muitas vezes, os tratamentos na fisioterapia geriátrica podem durar anos. Isso acaba desmotivando alguns pacientes. Assim, é essencial que a ligação com o profissional seja amistosa, transformando os momentos da sessão em algo prazeroso, e não em um martírio.

Um atendimento humanizado, próximo e acolhedor é essencial nesse sentido, criando vínculo com essas pessoas e facilitando para que os objetivos sejam alcançados, sempre respeitando as particularidades de cada um.

É importante, também, que o fisioterapeuta faça demonstrações dos exercícios com calma, atenção e dedicação, tendo uma comunicação adequada que mostre ao paciente os benefícios daquelas atividades e da sua participação no processo.

3. Realize sessões de fisioterapia em grupo

As sessões em grupo podem ser indicadas para determinados tipos de pacientes, ajudando, principalmente, na socialização dessas pessoas. Porém, é essencial que o fisioterapeuta esteja atento ao grau de limitação e comprometimento do idoso, entendendo se ele é realmente apto para esse tipo de atividade.

Nas terapias em grupo é possível realizar uma série de exercícios, como: fortalecimento muscular, alongamento, coordenação e equilíbrio. Dessa forma, os momentos se tornam mais lúdicos e estimulantes, além de trazer, também, alguns benefícios psicológicos e favorecer a criação de laços e vínculos afetivos. Isso aumenta a participação, a assiduidade e o envolvimento nas sessões.

Também é possível montar grupos específicos, como para pacientes pós AVC, Alzheimer, Parkinson e assim por diante.

4. Inclua a hidroginástica

As atividades na água são muito benéficas para os idosos, principalmente, porque ajudam na realização de movimentos diferentes que, sem o empuxo, não seriam possíveis de serem executadas. Sendo assim, alguns benefícios da hidroginástica para idosos são:

  • fortalecimento muscular e aumento da resistência física;
  • alívio da dor e dos espasmos musculares;
  • aumento da amplitude dos movimentos;
  • reeducação de músculos paralisados;
  • melhora no equilíbrio, na coordenação motora e na postura;
  • melhora da circulação sanguínea;
  • encorajamento para a realização de atividades funcionais.

Em geral, as atividades de hidroterapia para idosos não são muito diferentes das realizadas nas demais faixas etárias, sendo apenas para aqueles pacientes que apresentam restrições físicas devido a determinadas doenças pré-existentes.

5. Avalie a possibilidade do uso da mecanoterapia

A mecanoterapia se utiliza de aparelhos mecânicos para a realização de uma série de exercícios que visam desenvolver a força muscular, a flexibilidade, a coordenação, o equilíbrio, entre outros. Contudo, é muito importante tomar alguns cuidados antes de desenvolver esse tratamento para idosos, como:

  • atentar para a integridade osteomioligamentar do paciente;
  • analisar os tipos de exercícios que serão usados que podem ser ativo resistido, ativo livre, ativo-assistido ou passivo e que devem estar de acordo com a função motora a ser trabalhada;
  • explicar ao paciente as posições corretas para o uso de cada aparelho, evitando movimentos compensatórios;
  • analisar a quantidade correta de repetições e a carga de cada exercício;
  • sempre se atentar para a segurança, evitando movimentos indesejados ou sobrecarga;
  • avaliar de tempos em tempos os pacientes para ajustá-los a uma nova fase de exercícios.

6. Trabalhe com cinesioterapia

A cinesioterapia é uma técnica de reabilitação muito usada em idosos, já que pode ser empregada na recuperação de pacientes com Alzheimer, demências, artroses e muitas outras condições.

Alguns movimentos básicos usados na cinesioterapia são: rotação interna, rotação externa, pronação, adução, flexo-extensão, dorso flexão e supinação. O fisioterapeuta pode atuar tanto auxiliando, como assistindo ou resistindo os movimentos, dependendo do objetivo a ser alcançado.

Com um bom trabalho cinesioterapêutico é possível reabilitar as forças mecânicas ajudando na recuperação de determinados movimentos e, até mesmo, na realização de atividades do dia a dia.

7. Analise as doenças pré-existentes

Os idosos podem sofrer com algumas condições mais sérias e que necessitam de um cuidado específico. Pacientes que sofreram um AVC, por exemplo, podem se beneficiar muito com a fisioterapia, que deverá focar na recuperação de determinados movimentos, visando a independência do paciente e, claro, a melhora da sua qualidade de vida, sempre considerando as limitações causadas pela doença.

Os pacientes com Parkinson apresentam sintomas como rigidez muscular, tremor de repouso e lentificação que podem ser reduzidos com a fisioterapia, adiando as possíveis complicações trazidas pela doença e melhorando as que já estão presentes.

No caso dos idosos com Alzheimer, a fisioterapia busca manter o paciente o mais independente e ativo possível, ajudando a superar as limitações impostas por fase da doença e a evitar uma progressão muito rápida do problema.

Para cada uma dessas situações, o fisioterapeuta poderá usar um conjunto de técnicas, como eletroterapia, termoterapia, cinesioterapia, técnicas manuais ou até fisioterapia respiratória, para casos de pneumonia ou para pacientes com comprometimento pulmonar agudo e crônico.

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